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Migrar site WordPress sem...

Migrar site WordPress sem perder posição no Google

24 de setembro de 2026
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Neste artigo
  1. Os três tipos de migração, e o risco de cada um
  2. O que fazer antes de tocar em qualquer coisa
  3. O mapa de redirecionamentos
  4. No dia da virada
  5. Nas semanas seguintes
  6. Os cinco erros que mais aparecem
  7. O momento certo de migrar

Migrar site WordPress é uma das operações em que mais se perde tráfego por descuido, e quase sempre pelo mesmo motivo: alguém trocou as URLs e não avisou o Google para onde elas foram.

O prejuízo não aparece no dia. Aparece três semanas depois, quando o tráfego orgânico cai e ninguém liga uma coisa à outra.

Este texto é o roteiro para migrar sem perder posição, seja troca de hospedagem, mudança de domínio ou site refeito do zero.

Os três tipos de migração, e o risco de cada um

TipoO que mudaRisco
Troca de hospedagemSó o servidorBaixo, se as URLs forem idênticas
Site refeito, mesmo domínioEstrutura e URLsAlto
Mudança de domínioO endereço inteiroAlto

O risco não vem do tamanho do projeto. Vem de quantas URLs mudam. Uma troca de servidor com URLs idênticas é quase inofensiva. Um redesenho que renomeia trinta páginas é onde o tráfego some.

O que fazer antes de tocar em qualquer coisa

1. Levante todas as URLs que existem hoje

Exporte a lista completa: páginas, posts, categorias, tags, arquivos de mídia que recebem link. O Search Console e um rastreador do site dão isso.

Esta é a etapa que mais se pula e a que mais custa. Sem a lista do que existe, não há como garantir que tudo tenha destino.

2. Anote as posições atuais

Puxe do Search Console as consultas e posições dos últimos três meses. Sem essa foto, você não vai conseguir provar se a migração ajudou, atrapalhou ou foi neutra.

3. Meça a velocidade atual

Registre o dado de campo antes. Migração é a hora certa de melhorar performance, e vale saber de onde você partiu.

4. Faça backup completo, e teste o backup

Backup que ninguém restaurou é hipótese, não garantia.

O mapa de redirecionamentos

É o coração da migração. Uma planilha com duas colunas: URL antiga, URL nova.

Regras que evitam problema:

Um destino por origem. Toda URL antiga aponta para uma nova, e para uma só.

Redirecionamento 301, não 302. O 301 é permanente e transfere o sinal acumulado. O 302 é temporário e não transfere direito.

Sem corrente de redirecionamento. A URL antiga vai direto para o destino final, não para outra que redireciona de novo. Corrente perde força e velocidade a cada salto.

Página que sumiu vai para o equivalente mais próximo, não para a home. Mandar tudo para a home é o atalho preguiçoso: o Google lê como conteúdo que deixou de existir, e o sinal se perde.

Não redirecione o que não mudou. URL que continua igual não precisa de regra.

No dia da virada

  1. Suba o site novo com os redirecionamentos já configurados
  2. Confira que o robots.txt não está bloqueando o site inteiro, erro clássico de ambiente de teste que vai para produção
  3. Verifique se as páginas não estão com noindex herdado do ambiente de homologação
  4. Teste uma amostra de vinte URLs antigas e confirme que chegam ao destino certo
  5. Atualize o sitemap e envie no Search Console
  6. Peça indexação das páginas principais

Os itens 2 e 3 derrubam site inteiro do índice. São dois cliques esquecidos que custam meses.

Nas semanas seguintes

Dias 1 a 7: acompanhe erros de rastreamento no Search Console. Todo 404 que aparecer é uma URL que ficou fora do mapa.

Dias 7 a 30: é normal oscilar. O Google precisa rastrear tudo de novo e reprocessar os sinais. Queda nesse período não significa fracasso.

Dias 30 a 60: aqui já dá para comparar com a foto que você tirou antes. Se as posições não voltaram, o problema é real e precisa de investigação.

Nunca remova os redirecionamentos. Eles ficam para sempre, ou pelo menos por anos. Sempre haverá alguém com o link antigo.

Os cinco erros que mais aparecem

1. Redirecionar tudo para a home. Perde o sinal de cada página.

2. Esquecer as imagens. Se a mídia mudou de endereço, links externos que apontavam para as suas imagens quebram.

3. Deixar o noindex do ambiente de teste. O site some do índice em dias.

4. Mudar URL sem necessidade. Se a estrutura antiga funcionava, mantenha. Slug bonito não vale o risco de migração.

5. Migrar em período de pico. Migrar em novembro, às vésperas da Black Friday, é escolher o pior momento possível para descobrir um problema.

O momento certo de migrar

Período de menor movimento do seu negócio, com pelo menos oito semanas de folga antes de qualquer data importante. Para a maioria do comércio, isso significa não migrar entre outubro e dezembro.

Se o site precisa ser refeito e a Black Friday está no caminho, a decisão honesta costuma ser: adie para janeiro, ou faça agora, ainda em setembro, com tempo de sobra para corrigir.

Perguntas frequentes

Migrar site WordPress faz perder posição no Google?

Não necessariamente. A perda acontece quando URLs mudam sem redirecionamento 301 correto. Migração com mapa completo de redirecionamentos costuma ser neutra ou positiva.

Qual redirecionamento usar, 301 ou 302?

301, que é permanente e transfere o sinal acumulado pela URL antiga. O 302 é temporário e não faz essa transferência de forma confiável.

Posso redirecionar tudo para a home?

Não. O Google interpreta como conteúdo que deixou de existir e o sinal de cada página se perde. Cada URL antiga deve apontar para o equivalente mais próximo.

Quanto tempo demora para o tráfego voltar ao normal?

De 30 a 60 dias em uma migração bem feita. Oscilação nas primeiras semanas é esperada, porque o Google precisa rastrear e reprocessar tudo.

Quando não devo migrar?

Em período de pico do negócio. Para o comércio, isso significa evitar de outubro a dezembro. Migre com pelo menos oito semanas de folga antes de qualquer data importante.

Preciso manter os redirecionamentos para sempre?

Na prática, sim, ou por vários anos. Sempre existirá alguém com o link antigo, em um e-mail, em um marcador ou em um site que te citou.

Migração com mapa de redirecionamentos

Levantamos todas as URLs, montamos o mapa um a um, medimos as posições antes e acompanhamos o Search Console nas semanas seguintes até o tráfego estabilizar.

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24 de setembro de 2026
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